sábado, 13 de junho de 2009

O que é o que é....A Vida

you tube - Maria Bethânia - O que é o que é

O meu sol...que bela coisa!

O sole mio

you tube - O sole mio - Versão 3 jovens

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Contemplo o que não vejo

Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro.
E quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.

Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.

Tudo é do outro lado,
No que há e no que penso.
Nem há ramo agitado
Que o céu não seja imenso.

Confunde-se o que existe
Com o que durmo e sou.
Não sinto, não sou triste.
Mas triste é o que estou.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

É hora de Paz

E fez-se então, a hora da paz
Os povos calaram-se simultaneamente
E ouviram a voz das águas
Das montanhas, da natureza
Dos animais, e nada mais
O ar soprou forte
Fazendo folhas rodopiarem
Ninguém agiu nem falou
Ninguém se moveu
E então,
A humanidade entrou
Na imensidão do silêncio
E vivenciou
A mais perfeita paz
Naquela hora
Nenhuma arma foi accionada
Nenhuma máquina foi ligada
Nenhuma agressão foi cometida
Nenhuma sirene soou
Nenhum alarme disparou
Apenas funcionava
O que da vida cuidava
E, pela primeira vez
A humanidade conheceu a paz

Minutos antes de terminar
Todos estavam armados
Com uma pequena semente
Que ao soar o sinal programado
Foram lançadas à terra

Em todo o mundo
A paz foi semeada
Na Terra
E no coração
De cada um

O sábio que profetizou
A hora da paz
Proclamou à humanidade:
E uma nova linguagem há-de vir
Há-de vir para ficar
Que traduz união
Justiça, igualdade
É a linguagem da paz

Somos todos irmãos
Somos todos iguais
Somos filhos da Terra
Do Sol, da Água, do Ar
Somos todos peregrinos
Por esta Terra a viajar
Entrando para o novo milénio
Com a mais intensa missão
A missão de promover a paz

Uma nova linguagem
Há-de vir
Há-de vir para pacificar
Que traduz a Fé
A esperança, o amor
É a linguagem da paz
Que será falada, sentida, cantada
De norte a sul, de leste a oeste
Em todo planeta terrestre
Ecoará pelos confins da alma
E se expandirá pelo imenso universo
É a linguagem da paz
Que todos conhecerão
Que virá de dentro de cada ser
Para promover a união
Até que um só povo
Um povo multicor
De mãos dadas dançará
Entoando a mais bela canção
Todos a uma só voz
Unidos
Em nome da PAZ


Autor Desconhecido

Rosa Mutável

Quando se abre na manhã,
rubra como sangue está.
O orvalho não a toca
com medo de se queimar.
Aberta à luz do meio-dia
é dura como um coral.
O sol assoma nos vidros
só para a ver fulgurar.
Quando nos ramos começam
os pássaros a cantar,
e quando a tarde desmaia
nas violetas do mar,
torna-se branca, tão branca
como uma face de sal.
E logo que a noite toca
brando corno de metal,
e as estrelas avançam
enquanto se esconde o ar,
no risco fino da sombra,
começa-se a desfolhar.
Garcia Lorca - Rosa Mutável

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O bambu chinês

Depois de plantada a semente do bambu chinês, não se vê nada por aproximadamente 5 anos - exceto um diminuto broto. Todo o crescimento é subterrâneo; uma complexa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, ao final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará; com ele virão mudanças que você jamais esperava.


Lembre-se que é preciso muita ousadia para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita profundidade para agarrar-se ao chão.

A Viagem

Num espantoso conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, intitulado "A Viagem", um casal perde-se e procura o caminho certo, percebendo que não pode voltar de novo às encruzilhadas onde escolhera um dos caminhos. É uma viagem "parábola" da nossa vida em que procuramos, tantas vezes, agarrar o que já passou.

No final do conto, quando percebe que tudo vai perder, a mulher já sozinha diz:

"Do outro lado do abismo está com certeza alguém.
E começou a chamar."

"Um homem e uma mulher fazem uma viagem, que poderia ser a viagem da vida.
Percorrem uma estrada e ao chegarem a uma encruzilhada escolhem um caminho, mas a meio desse caminho notam que se enganaram e tentam regressar à encruzilhada, mas já não a encontram e decidem continuar em frente... Chegam outra vez a uma parte da estrada em que têm de optar por uma colina com àrvores ou uma planície e resolvem subir a colina para poderem avistar todos os caminhos e encontrarem o certo para chegarem ao seu destino.
Ao chegar lá avistam um homem e perguntam-lhe pela encruzilhada. O homem diz para esperarem um pouco que logo lhes indicava o caminho. Enquanto esperavam pediram ao homem que lhes indicasse onde podiam beber água. Quando voltaram da fonte, já o homem não estava lá. Decidiram voltar para o carro e ir na direcção que o homem lhes tinha indicado, mas quando chegaram ao lugar onde estava o carro já este havia desaparecido. Resolveram voltar ao lugar da água mas a fonte também já não existia.
Seguiram a estrada e passado algum tempo encontraram uma casa, bateram á porta três vezes porque embora ninguém abrisse eles ouviam vozes dentro da casa. Acabaram por arrombar a porta mas não estava lá ninguém muito embora estivesse o lume acesso e a roupa estendida no arame.
Decidiram voltar à estrada, mas a estrada já não existia, regressaram à casa mas esta tinha desaparecido. A mulher já estava desesperada e cansada, mas o homem insistiu para continuarem.
Várias coisas encontraram pelo caminho mas quando voltavam atrás para ir buscá-las já estas haviam desaparecido.
Chegaram à floresta, encontraram um lenhador que lhes indicou um caminho que mais uma vez não encontraram e quando voltaram para trás e também o lenhador já não se encontrava. Tentaram de novo encontrar a estrada, e mesmo perdidos um sentimento de felicidade tomou conta deles.
Encontraram um rio onde nadaram muito, repousaram naquela terra que se parecia tanto com a terra para onde iam...
Resolveram retomar a longa caminhada e começaram a ouvir vozes mas estas distanciavam-se à medida que eles se aproximavam até deixarem de ouvi-las.
Chegaram ao fim da floresta, já era noite e não havia luz nenhuma a não ser a das estrelas, e aperceberam-se de que estavam perto de um abismo, tentaram seguir um carreiro que havia rente ao abismo mas o homem escorregou e deixou de responder à mulher. Esta tentou seguir o carreiro para procurar o homem, quando já não havia passagem tentou descer o abismo mas não havia como descer e apercebeu-se assim que já não tinha como sair dali e que acabaria por cair..."

O conto “A Viagem” configura-se precisamente como uma alegoria da vida humana e do modo como as pessoas têm de escolher um caminho, ou melhor, como têm de FAZER elas próprias o seu caminho. Através de uma belíssima alegoria Sophia apresenta-nos todos estes problemas no seu conto A viagem. Nele um casal que vai numa estrada é constantemente confrontado com o desaparecimento dos caminhos. Ambos pedem indicações e ajudas mas essas pessoas também desaparecem. Os dois pensam que se enganaram, voltam atrás, tornam a avançar por outros caminhos. Até que chegam a um abismo — simbolicamente o fim da viagem e, portanto, a morte. O homem cai e pouco depois também a mulher irá cair no precipício. Mas, mesmo nesta situação limite a mulher pensa:
— Do outro lado do abismo está com certeza alguém.
E começou a chamar.
Dois temas dominantes se degladiam neste conto: o absurdo e a esperança. No final, vence claramente a esperança. Deste modo, este conto contém uma lição sobre como lidar com o ABSURDO da vida : pressupõe a atitude do crente, de quem acredita que existe alguém depois da morte, mas também demonstra aquilo que Sarte dizia: “não é necessário ter esperanças para fazer”, para criar.
Mesmo perante a falta de sentido que a vida, muitas vezes, nos oferece, o homem tem de inventar a si próprio, tem de criar o seu caminho – tem de inventar o amor porque não há amor já feito.
Eis porque é fundamental essa outra ideia-chave do existencialismo que é a acção.

Também a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen remete o homem para um espaço utópico (ideal e impossível) comparável ao lugar procurado pelo casal que protagoniza o conto alegórico 'A Viagem'.
Eis o lugar ideal para o casal que protagoniza o conto:
"Ali parariam. Ali haveria tempo para poisar os olhos nas coisas. Ali poderiam respirar devagar o perfume das roseiras. Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e de alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali.”
Sophia de Mello Breyner - "A Viagem"

A Pequena Alma

"ERA UMA VEZ, quando nem havia tempo, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Não quero deixar-te.

- Óptimo – disse Deus, com um grande sorriso -, porque não quero que me deixes nunca.

Mas a Pequena Alma não percebeu, porque esse dia era, exactamente, aquele em que a Pequena Alma ia nascer. A Pequena Alma já estava na fila, estava apenas a uns passos da Porta de Saída para a Terra.

- Devo ter medo? – perguntou a Pequena Alma.

- Não, não, não – disse Deus, sorrindo outra vez. – Este é até um dia para estares feliz! É o dia do teu nascimento! Vou estar sempre contigo. Se precisares de mim, só tens de me chamar e vais ver que estou sempre perto.

- EU NUNCA vou esquecer-me de ti. – declarou a Pequena Alma

- Isso é muito bonito, mas não te preocupes, se te esqueceres. Vais ter sempre o Melvin – disse Deus.

- Melvin? Quem é o Melvin? – perguntou a Pequena Alma.

- Um amigo teu muito especial! Melvin é um anjo que concordou em estar contigo durante toda a vida.

- Uaau! – exclamou a Pequena Alma. – Um anjo que nos guarda.

- É verdade! – disse Deus. – Por isso lhes chamamos “anjos da guarda”.

A Pequena Alma estava apenas a um passo da Porta de Saída para a Terra e já não havia ninguém à sua frente.

A Pequena Alma cantava alegremente:

- Vou ter um corpo! Vou ter um corpo!

- Sim, vais! – disse Deus com um grande sorriso.

– Pronto, lá vais tu! Diverte-te! E não te esqueças de me chamar, se precisares!

E foi assim que a Pequena Alma nasceu.

- Agora sou alguém! – cantou a Pequena Alma, no momento em que se tornou bebé. Pareceu choro a todos os que estavam na sala, mas a Pequena Alma estava efectivamente a cantar:

«Já não sou apenas uma alma! Agora tenho um corpo!»"


O texto foi retirado e adaptado do livro “A Pequena Alma e a Terra”, uma parábola para crianças de Neale Donald Walsch.

OLHAR, ESCUTAR, SENTIR - 3 passos Mágicos!

“Então, as três (estrelas) Azuis deslizaram para o interior da gruta e o que viram foi

crianças,
muitas crianças

de todas as raças,
de todas as idades,

com um brilho
extraordinário nos olhos.

- Viemos de todos os cantos da Terra. Alguns já não temos pai nem mãe, outros temos mas é como se não tivéssemos – disse uma delas.

- Ora essa?! Têm ou não têm?perguntou a estrela Azul-Escutar.

- Temos, mas eles falam connosco e não dizem nada, olham para nós, mas na verdade não nos vêem. Nunca têm tempo para nos dar atenção e perceber o que se passa à volta. Correm, correm a toda a hora.

- Amigos!disse a estrela Azul-Sentir. – Estamos aqui para vos ajudar na difícil tarefa de acordar adultos hipnotizados e de lhes ensinar os três passos mágicos!

- Três passos mágicos? – perguntaram as crianças.

- OLHAR, ESCUTAR, SENTIR, como fala o coração, mais vale não te iludires, porque ele tem sempre razão – disseram as três estrelas Azuis em coro.”

(Excerto do livro “O Povo-Luz e os Homens-Sombra – O Planeta Adormecido” de Ana Zanatti.)

Volta!

you tube - Rodrigo Leão - Voltar

Estou cansada...

you tube - estou cansada

Olhos nos Olhos...

you tube - Maria Bethânia - Olhos nos Olhos

terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CONTIGO...

you tube - Giovanni Marradi - With you

Máquina do tempo

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá lo e tê lo, erguê lo e defrontá lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
António Gedeão - Máquina do Tempo

Oh janelas do meu quarto!...

Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.
António Gedeão - Aurora boreal

sábado, 6 de junho de 2009

Imagens Fantásticas!

Estas bonitas imagens de ondas foram tiradas pelo fotógrafo Clark Little. Ele dedicou a sua vida a fotografar ondas e publicou uma selecção das melhores imagens da sua carreira. Ele capta momentos mágicos dentro do "tubo", como dizem os surfistas.

Aconteceu

you tube - Ana Moura - Aconteceu

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vida - uma viagem de trem

Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que acreditamos, farão connosco a viagem até ao fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afecto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.
Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas.
E no trem, há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas.
Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer, essa viagem, separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajecto poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim doloroso. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, neste momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade ...

Quem entrará ? Quem sairá ?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar. Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e luta, é saber viver, é tirar o melhor de ?todos os passageiros?

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.

Autor desconhecido